O meu primeiro afilhado
Sempre sonhei com o dia em que teria a honra de ser madrinha de um (ou dois ou três...) filhos dos meus amigos. Mal posso espero por enchê-los de gelados, levá-los ao oceanário, ensiná-los a andar de bicicleta e traçar-lhes a capa universitária. Vivo um bocadinho ansiosa por esse dia em que os filhos dos amigos serão mais que às mães. O que nunca esperei é que o meu primeiro afilhado seria este cute little guy de barba rija e que em vez de gelados prefere um esquentador, sofá e panelas. O meu primeiro afilhado é um desses tais amigos que não se encontram todos os dias. Daqueles amigos que nos conhecem os silêncios e os vasculham com palavras curtas e certeiras. Que nunca me dizem adeus cada vez que parto, porque na verdade nunca me deixam ir. Em já muitos momentos pensei que tinha visto tudo no que toca a expressões de amor e amizade. Afinal não. O meu primeiro afilhado deu-me o papel que não hesitaria em dar-lhe a ele. E o amor, ó o amor. Nunca haverão palavras suficientes para expressá-lo. Os lenços de papel já estão na mala. Daqui a quatro meses aí estarei. Ao teu lado. E assim continuarei. Meu querido.
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